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quarta-feira, 19 de agosto de 2026
Tecnologia

Revolução Quântica: Brasil Lança Primeiro Computador Nacional com Supercondutores

Iniciativa do CNPq e de universidades federais promete avanços em criptografia e simulação molecular até 2030.

Seu Jornal Diário Seu Jornal Diário 2 min de leitura

O salto quântico brasileiro

Em um evento histórico nesta terça-feira, o Brasil apresentou seu primeiro computador quântico totalmente desenvolvido no país, um marco que coloca a nação no seleto grupo de países com domínio dessa tecnologia emergente. O projeto, liderado pelo físico Carlos Alberto Santos e pela engenheira Mariana Costa, é uma parceria entre o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e as universidades federais de Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Com 20 qubits supercondutores operando a temperaturas próximas do zero absoluto, o dispositivo, batizado de Amazonian-1 em homenagem à floresta, já demonstrou capacidade de realizar cálculos complexos em segundos que levariam anos em supercomputadores clássicos. “É um dia de orgulho para a ciência nacional”, declarou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Almeida, durante a cerimônia de lançamento no Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro.

Aplicações práticas e desafios

A tecnologia quântica promete revolucionar áreas como a criação de novos medicamentos, otimização de logística e quebra de códigos de criptografia. No entanto, especialistas alertam para os desafios éticos e de segurança. “Precisamos garantir que essa poderosa ferramenta seja usada para o bem da humanidade”, afirmou a professora Ana Beatriz Oliveira, especialista em ética tecnológica.

O projeto recebeu investimento de R$ 250 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A expectativa é que, até 2026, o computador seja usado em pesquisas avançadas na Amazônia para monitoramento ambiental e desenvolvimento de novos materiais.

Próximos passos

Os pesquisadores já planejam expandir o sistema para 50 qubits até o final de 2027, com a construção de uma segunda unidade no Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos.

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Redação do Seu Jornal Diário.

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