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domingo, 28 de junho de 2026
Relacionamentos

Casais modernos: como a tecnologia está transformando os relacionamentos em 2026

Pesquisa revela que 73% dos casais usam apps para organizar a vida a dois, mas desafios como ciúme digital e falta de tempo presencial persistem.

Seu Jornal Diário Seu Jornal Diário 2 min de leitura

A nova dinâmica dos relacionamentos na era digital

Em 2026, os relacionamentos amorosos passam por uma transformação impulsionada pela tecnologia. Uma pesquisa inédita do Instituto de Relações Humanas de São Paulo, divulgada esta semana, aponta que 73% dos casais utilizam aplicativos para gerenciar finanças, agendas e até a divisão de tarefas domésticas. No entanto, especialistas alertam para os riscos do excesso de mediação digital, como o ciúme em relação a curtidas em redes sociais e a diminuição de conversas presenciais.

O estudo, que ouviu 2 mil pessoas entre 25 e 45 anos em cinco capitais brasileiras, mostra que ferramentas como Google Calendar, Splitwise e WhatsApp são as mais usadas. “A tecnologia pode ser uma aliada, mas quando substitui a comunicação direta, gera mal-estar”, afirma a psicóloga Ana Beatriz Silva, coordenadora da pesquisa.

Outro dado relevante é o aumento de términos motivados por conflitos em grupos de família no WhatsApp: 30% dos entrevistados disseram já ter discutido por mensagens mal interpretadas. Para a terapeuta de casais Carlos Mendes, é essencial estabelecer regras claras para o uso de telas: “Sugiro que os casais criem momentos livres de tecnologia, como o jantar sem celular”.

No entanto, nem tudo são desafios. Apps de planejamento financeiro, como o Guiabolso Casais, ajudam a evitar brigas por dinheiro. A designer Paula Oliveira, 32, conta que o aplicativo salvou seu relacionamento: “Antes, discutíamos toda vez que chegava a conta de luz. Agora, dividimos automaticamente”.

A pesquisa também revela que 45% dos solteiros preferem aplicativos de namoro com inteligência artificial para filtrar pretendentes. “A IA ajuda a encontrar pessoas com interesses reais, mas é preciso cuidado para não criar expectativas irreais”, pondera a antropóloga digital Lia Vieira.

Para o futuro, os especialistas preveem que a realidade aumentada e os assistentes virtuais vão desempenhar papel ainda maior. “Em breve, poderemos fazer terapia de casal com avatares”, brinca Mendes. Mas, para ele, o segredo continua sendo o equilíbrio: “Tecnologia é ferramenta, não substituta do amor”.

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Redação do Seu Jornal Diário.

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