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sábado, 22 de agosto de 2026
Relacionamentos

Amor em Quarentena: Como a Pandemia Transformou os Relacionamentos Modernos

Estudo revela que a convivência intensa e o medo da solidão redefiniram laços afetivos, impulsionando novos formatos de união.

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O isolamento social imposto pela pandemia de Covid-19 não mudou apenas rotinas de trabalho e estudo, mas também a dinâmica dos relacionamentos amorosos. Uma pesquisa do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), divulgada em julho de 2026, aponta que 68% dos casais que passaram a morar juntos durante esse período permaneceram unidos após o fim das restrições, enquanto 22% optaram por relacionamentos abertos ou poliamor.

A terapeuta de casais, Dra. Helena Siqueira, explica que a crise atuou como um catalisador: ‘A convivência 24 horas por dia forçou muitos a enfrentarem questões que antes eram ignoradas. Para alguns, isso fortaleceu a parceria; para outros, evidenciou incompatibilidades.’, diz. Ela observa que a busca por apoio emocional em aplicativos de relacionamento, como Tinder e Bumble, cresceu 45% no período, mas com uma mudança de perfil: ‘As pessoas queriam conexões genuínas, não apenas encontros casuais.’

Dados do IBGE mostram que o número de casamentos civis caiu 30% em 2025, enquanto as uniões estáveis aumentaram 12%. O advogado especialista em Direito de Família, Dr. Ricardo Almeida, comenta: ‘Muitos casais adiaram cerimônias, mas buscaram segurança jurídica por meio de contratos de união estável. Isso reflete uma nova prioridade: a estabilidade emocional e patrimonial.’

Especialistas também destacam o crescimento do chamado ‘love bombing’ digital, em que parceiros trocam declarações intensas por mensagens, mas sem contato presencial. A psicóloga clínica, Dra. Patrícia Nunes, alerta para os riscos: ‘Essa intensidade virtual pode mascarar problemas reais, criando expectativas irreais para o reencontro.’, afirma.

Apesar dos desafios, 75% dos entrevistados afirmaram que a pandemia os ensinou a valorizar mais os pequenos gestos e a comunicação honesta. O pesquisador-chefe da USP, Prof. Carlos Menezes, conclui: ‘Os relacionamentos pós-pandemia são mais conscientes. As pessoas estão escolhendo parceiros com base em valores compatíveis e disposição para o diálogo, não apenas em atração física.’

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todas as regiões do Brasil, entre 18 e 65 anos, e será apresentada no Congresso Internacional de Psicologia Social, em setembro, em São Paulo.

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Redação do Seu Jornal Diário.

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