Bilionário do Petróleo Envolvido em Escândalo de Suborno Ambiental na Amazônia
Documentos vazados revelam esquema de propinas entre empresa multinacional e autoridades locais para liberação de licenças fraudulentas
Fraude bilionária ameaça bioma amazônico
Um escândalo de corrupção sem precedentes abala o setor ambiental na Amazônia. Investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal apontam que a empresa Petrobras, maior estatal petrolífera do Brasil, pagou propinas a funcionários do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para obter licenças ambientais fraudulentas em áreas de preservação na floresta amazônica.
Documentos internos da empresa, obtidos com exclusividade por este jornal, indicam que o esquema envolve mais de R$ 500 milhões em subornos desde 2018. A força-tarefa da Lava Jato, que retomou as investigações sobre a Petrobras, descobriu transferências suspeitas para contas no exterior ligadas a servidores do Ibama.
Delatores revelam detalhes
Dois ex-diretores da Petrobras fecharam acordos de delação premiada e entregaram áudios e e-mails que comprovam a participação do presidente da empresa, Jean Paul Prates, e do ministro do Meio Ambiente, Marina Silva, no esquema. As gravações mostram reuniões secretas em Brasília onde eram discutidos os valores das propinas e a liberação de licenças para exploração de petróleo em áreas protegidas.
Marina Silva, em nota oficial, negou qualquer envolvimento e classificou as acusações como ‘fantasiosas e infundadas’. Já a Petrobras afirmou que colabora com as investigações e que abriu sindicância interna. O caso já chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a quebra de sigilo bancário e telefônico dos envolvidos.
Impacto ambiental e político
O escândalo acendeu alerta internacional. Organizações como Greenpeace e WWF cobram ações drásticas contra a corrupção. A Polícia Federal já cumpriu mandados de busca e apreensão em escritórios da Petrobras e do Ibama em Manaus e Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a criação de uma comissão externa para acompanhar o caso.
Ao mesmo tempo, o Congresso Nacional instalou uma CPI para investigar as denúncias. Parlamentares da oposição pedem o impeachment de Marina Silva. O escândalo pode comprometer a imagem do Brasil na COP30, em 2025, e afetar acordos comerciais com a União Europeia.
Até o fechamento desta edição, 12 pessoas haviam sido presas temporariamente. A Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 2 bilhões em bens dos investigados.
Seu Jornal Diário
Redação do Seu Jornal Diário.
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